segunda-feira, 19 de junho de 2017

Instalação do Linux

Neste artigo vou mostrar como instalar uma distribuição Linux. Devido à vasta variedade de distribuições não cabe neste post mostrar todas elas, mas vamos nos limitar a duas: a Mint, por ser a mais utilizada e mais amigável (na minha opinião), e a Debian, por ser uma distribuição que derivou muitas outras distros, além de muito usada também em servidores. Vou buscar focar nos pontos principais e mais complicados para o usuário não técnico. Você pode até usar um live-cd, ou seja, uma distribuição que não precisa ser instalada, que roda direto do CD. Mas isso prejudica o desempenho, pois o drive de CD/DVD é bem mais lento do que o disco rígido. Outro ponto é que todas as alterações e atualizações que você fizer no live-cd serão perdidas quando a máquina for reiniciada. Portanto, o live-cd deve ser usado como demonstração, manutenção e testes. Porém, a maioria das distribuições hoje possuem live-cd.

Como este artigo é voltado para quem está começando a mexer com Linux, suponho que você tenha um Windows instalado na máquina e não vai querer perder esse sistema. Você está acostumado com ele e, até que ganhe confiança no Linux, vai precisar usar o Windows de vêz em quando. Por isso, vamos instalar o Linux em “dual-boot”, ou seja, em um outro espaço no disco do computador de forma que você tenha os dois sistemas, Linux e Windows, rodando na mesma máquina. Ao ligar o computador, um menu de opções irá aparecer perguntando qual sistema você vai querer usar.

Antes de começar

Antes de instalar o sistema Linux é necessário preparar o Windows (mais precisamente o disco rígido e seus arquivos) para receber o novo sistema. Precisamos apagar os arquivos desnecessários de forma que você tenha pelo menos 20Gb de espaço livre no disco. Depois precisamos desfragmentar o disco, o que organiza os arquivos. Depois, como estamos falando de uma instalação de outro sistema operacional e, consequentemente, mudanças no disco, é aconselhável fazer uma cópia dos teus dados, um backup. Embora a perda de dados seja rara neste processo, é melhor prevenir do que remediar.

É necessário baixar o arquivo .iso da tua distribuição favorita e gravar o CD/DVD. Aqui, vou usar o Mint. E porque Mint? Porque, segundo o Distrowatch, é a distribuição Linux mais usada atualmente. Mas não se preocupe se quiser usar outra distribuição; o processo de instalação é semelhante, com poucas mudanças, e a única parte, digamos, difícil, é o particionamento do disco, pois isso, se for feito sem a devida atenção, pode causar perda de dados. Também suponho que você já tem o Windows instalado e não vai querer perdê-lo. Logo, vamos instalar o Linux junto com o Windows, num processo de Dual Boot

Antes de tudo, precisamos organizar os arquivos do Windows. Clique no “Botão Iniciar” e escolha “Todos os aplicativos”.


Agora vá em “Ferramentas Administrativas” e clique em “Limpeza de Disco”.


Na tela que aparece, selecione todo os itens e clique em “OK”.


Clique em “Excluir arquivos”. Esses arquivos são temporários e podem ser excluídos sem problemas. Isso vai liberar espaço no teu disco. 



Precisamos ter certeza de que temos pelo menos 20Gb de espaço livro no disco. No Windows, abra o Gerenciador de Arquivos, clique “Este Computador” e veja o espaço livre. Caso não tenha será necessário apagar arquivos ou desinstalar alguns programas, e só você poderá saber quais arquivos e programas poderão ser excluídos.

Agora que temos pelo menos 20Gb de espaço livre no disco, é altamente recomendável desfragmentar os arquivos. No processo de desfragmentação os arquivos são organizados de forma a deixar o máximo de espaço livre contínuo no disco. Para fazer isso, no Gerenciados de Arquivos, clique com o botão direito em “Disco local” e depois clique em “Propriedades”.


Na tela que abriu, clique na aba “Ferramentas” e depois clique em “Otimizar”.


Na próxima janela, selecione a unidade “C” e clique em “Otimizar”. 


Agora, grave o CD/DVD da tua distribuição. No site www.distrowatch.com você pode encontrar o link para o download de várias distribuição. No meu caso, como já informei, baixei o Mint. Coloque o CD/DVD no drive e reinicia o equipamento. Lembrando que o computador deve dar o boot pelo CD/DVD. A tela abaixo deverá aparecer. Caso não apareça, verifique se o micro iniciou pelo CD/DVD, e não pelo HD. Verifique também que o imagem .iso foi gravada corretamente e se o arquivo não estava corrompido.


Após o processo de boot, a tela abaixo do Mint irá aparecer. Você pode testar a distribuição sem precisar instalá-la, mas o desempenho não será o mesmo. Para começar o processo de instalação, dê um duplo clique no ícone “Install Linux Mint”


Escolha a linguagem e clique em “Continuar”.


Clique em “Continuar”.



A próxima tela é a mais perigosa, pois envolve o particionamento do disco. Vamos redimensionar a partição Windows para que sobre espaço para o Linux ser instalado. Se você está acostumado a instalar programas usando “Avançar”, “Avançar” e “Concluir” eu sinto em te informar que você vai perder seus arquivos (aliás, se você está lendo este livro é porque você quer aprender). Então, escolha a última opção, “Opção avançada” e clique em “Continuar”.


Na próxima tela são mostradas as partições usadas pelo Windows. Por padrão, o Windows 7, 8 e 10 fazem duas partições que você pode ver aqui como /dev/sda1 e /dev/sda2. A /dev/sda2 é onde se encontra o drive “C” do Windows e é esta partição que precisamos redimensionar. Para fazer isso, selecione a partição e clique em “Change...”.


O Linux precisa de pelo menos 20Gb (20000 MB) para poder trabalhar. Portanto, no nosso exemplo, a partição Windows cotinha 63Gb e deixei-a com 40Gb. Entre com o tamanho da partição e clique em “Ok”. 


Clique em “Continuar”.


Repare que agora temos um espaço livre no disco. Selecione-o e clique em “+”.


Vamos deixar um espaço para a memória virtual, também chamada de SWAP. Veja quanta mamória RAM o que equipamento tem. Eu sugiro que a soma da memória RAM com a SWAP seja de pelo menos 4Gb. No nosso caso, eu deixei 22000 MB (22 Gb) para a partição raiz (“/”). Selecione “Lógica” e “Início deste espaço”. Em “Usar como” selecione “Sistema de arquivos com journaling Ext4”. Em “Ponto de montagem” escolha “/”. Há vários outras partições que poderiam ser criadas, como a “/home”, mas eu prefiro simplificar esse processo neste momento. Quando você estiver mais familiarizado com o Linux você poderá personalizar a tua instalação. Agora clique em “Ok”. 


Agora temo uma outra área livre, que no nosso caso contém 1900 MB. Selecione essa área e clique em “+”.


Em “Usar como” escolha “Área de troca (swap)” e clique em “Ok”.


Agora temos uma partição swap. Clique em “Instalar agora”.


Clique em “Continuar”. Agora o Linux realmente  vai gravar as mudanças no disco,  redimensionar e formatar as partições.


Agora escolha a cidade onde você está para que a sistema carregue o fuso horário correto. Clique em “Continuar”.


Escolha, na janela da esquerda, o layout do teu teclado. Provavelmente deve ser “Português (Brasil)”. Do lado direito, escolha “Português (Brasil)”. Teste a configuração do teu teclado no espaço em branco logo abaixo. Se estiver ok, clique em “Continuar”. 


Agora você deve configurar o teu usuário, senha, e o nome da máquina. Se quiser, pode também criptografar os teus arquivos, ou permitir o login automático. Após, clique em “Concluir”. 


Pronto! O Linux Mint está instalado. Basta clicar em “Reiniciar agora”. 


Quando o computador ligar, a tela abaixo irá aparecer. Nela você pode escolher a última opção se quiser carregar o Windows. O Linux será carregado automaticamente em 5 segundo se nenhuma opção for escolhida.


Na tela de login, digite o teu usuário e clique em “Ok”.


Após digitar a senha a tela abaixo vai aparecer. Você já pode explorar o teu Linux!

terça-feira, 13 de junho de 2017

O que é distribuição Linux?

Uma distribuição Linux é um conjunto de programas distribuído junto com o Linux e que tem um objetivo e um público específico. Geralmente são disponibilizadas via CD ou DVD, mas também podem vir em qualquer tipo de midia.

Há distribuições voltadas para as mais variadas tarefas, entre elas posso citar:
  • Uso em desktop
  • Uso em servidores
  • Segurança
  • Multimidia
  • Dispositivos móveis
  • Dispositivos embarcados
  • Desenvolvimento
  • Jogos
  • Qualquer atividade e público específico

O site http://distrowatch.com contém uma relação das principais distribuições Linux no mundo com uma breve explicação sobre a distribuição, seu foco, endereço do site, desenvolvedores responsáveis e link para download. Também mantém um rank das distros mais usadas. Descrevo abaixo as principais

Android

  
É a distribuição voltada para dispositivos móveis mantida pela Google. Pode ser instalada em alguns equipamentos Desktop.

Antergos


Essa distribuição espanhola é derivada do Arch Linux e é voltada para Desktop. Possui vários ambientes gráficos como Cinnamon, Gnome, KDE, Mate, Openbox e XFCE.

Arch


O Arch é uma distribuição não derivada, ou seja, ela não é baseada em nenhuma outra distribuição. É voltada para profissionais que já possuem um bom conhecimendo em Linux.

CentOS


Muita usada também em servidores, o CentOS é a principal distribuição derivada do Red Hat usada em desktop. Para muitos, é um laboratório deste. As atualizações da Red Hat chegam primeiro no CentOS.

Chakra



Essa distribuição também é derivada do Arch Linux e costuma ser bem amigável com os usuários iniciantes no Linux.

ClearOS



Essa distribuição é para uso corporativo. Ela é voltada para administração de recursos de rede, como e-mail, antispam, firewall, filtro de conteúdo, etc. Com ela você pode facilmente administrar tua rede de computadores sem ter muito conhecimento técnico. 

Debian



Esta distribuição tem foco em servidores, mas também é muito usada em Desktops. Ela é uma das poucas que é 100% livre, não possuindo nenhum programa proprietário, como Flash ou Adobe Reader. Mas esses aplicativos podem ser instalados posteriormente. Várias distriubições, como Mint e Ubuntu, são derivadas da Debian.

Deepin


Também derivada da Debian, Deepin é uma distribuição chinesa que possui um ambiente gráfico próprio, o Deepin Desktop Environment – DDE, que é muito bonito e amigável.

Elementary



É derivado do Ubuntu e possui uma interface personalizada muito amigável chamado Pantheon.

Fedora



Derivado do Red Hat, assim como o CentOS, é muito usada tanto em servidores como em desktops.

Gentoo




Esta distribuição é muito usada por quem já tem um bom conhecimento técnico em Linux, mas nada impede que um usuário comum a use.

Kali



Esta distribuição é derivada do Back Track e é voltada para segurança e análise forense.

Knoppix


Foi a primeira grande distribuição a rodar diretamente do CD sem a necessidade de instalar o sistema. Usado para manutenção e demonstração, o Knoppix inspirou várias outras distribuições a adotarem do conceito de live-cd.

Kubuntu



Basicamente o Kubuntu é um Ubuntu com interface gráfica KDE.

Lite



Essa distribuição me impressionou pelo lindo visual, pela facilidade de uso e pelos assistententes simples e eficientes. Vale à pena dar uma conferida.

Mageia



Essa distribuição é derivada do Mandriva, que por sua vêz surgiu da união entre a brasileira Conectiva e a francesa Mandrake; ambas são derivadas da Red Hat. 

Manjaro


O Manjaro é derivado do Arch. Possui um ambiente muito bonito e amigável.

Mint



O Mint nasceu quando a Canonical mudou o ambiente gráfico do Ubuntu de Gnome para Unity. Muitos usuários não gostaram do ambiente e um grupo de voluntários criou o Mint. Hoje ele é o Linux para Desktop mais utilizado no mundo. Já o Ubuntun, que era o líder, passou para quarto lugar.

OpenMandriva


Quando o grupo que cuidava do Mandriva começou a ter alguns problemas e a distribuição ficou um pouco abandonada, um grupo de entusiastas criou o OpenMancriva.

Opensuse


A Suse foi comprada pela Novell, que por sua vêz foi comprada pela Microsoft. Logo, a Suse é a distribuição mais usada por quem trabalha com a plataforma Windows. E o Opensuse é uma derivação da Suse.

PCLinuxOS


Muito usada nos Estados Unidos, a PCLinuxOS tem muitos admiradores pelo mundo, mas não é muito conhecida aqui no Brasil.

Puppy


Essa distribuição é voltada para equipamentos antigos, ultrapassados, que possuem poucos recursos. Ela é leve e pode dar vida para aquele seu velho comptador que está guardado no porão. 

Red Hat


Talvêz a distribuição mais usado em servidores, a Red Hat é mantida por uma das maiores empresas de TI do mundo. Não é comum ver Red Hat em desktop. 

Sabayan



É baseado em Gentoo é tende a ser muito amigável e fácil de usar.

Slackware


É a distribuição mais antiga ainda em vigor. Várias outras distros derivam dela. É conhecida por não ter quase nenhum assistente. Ou seja, é um Linux para quem quer conhecer Linux a fundo. 

SteamOS


É a distribuição da Valve voltado para jogos e derivada da Debian. Ela já contém bibliotecas e módulos que melhoram o desempenho dos games. Vários jogos e aplicativos da Valve podem ser instalados através de um aplicativos que já vem com a distribuição.

Tails


É voltada para navegação anônima na internet.

Ubuntu


A distribuição mais famosa do mundo, mantida pela Canonical. Muitos dos seus usuários migraram para o Mint depois que a empresa decidiu mudar a interface gráfica para Unity.

Xubuntu


Um Ubuntu mantido pela comunidade e voltado para desktops mais modestos.

Zorin


É uma distribuição baseada no Ubuntu e tem como objetivo trazer ao usuário um ambiente mais parecido com o Windows. É fácil de usar e é ideal para quem está querendo migrar do Windows para Linux.

Qual a melhor dsitribuição?

Perguntar qual a melhor distribuição Linux é como perguntar qual o melhor time de futebol do Brasil. Cada um vai gostar do seu. O ideal é que você teste várias distros, experimente, analise, veja as vantagens e desvantagens de cada uma e escolha a que melhor se encaixar ao teu gosto. E depois de definir a tua distribuição, aprofunde-se nela, conheça-a a fundo e, se possível, colabore com ela. E não seja fanático! Não seja um fundamentalista! A tua distro pode não ser a melhor para outra pessoa. Lembre-se de que todas elas são Linux e, por isso mesmo, se encaixam nos mais variados gostos e necessidades. Essa é a liberdade que só o software livre pode oferecer!

terça-feira, 30 de maio de 2017

Verdades e mitos sobre o Linux

Há muitos mitos que envolvem o Linux e o software livre. A principal causa é a falta de informação sobre esse novo universo. Nesse artigo vou buscar mostrar alguns mitos e verdades que rodeiam o mundo Linux.

O barato não presta

É comum ouvir que o que é barato não presta. Sabendo disso algumas empresas cobram a mais por um produto para dar a impressão de que o produto é melhor. E quando se ouve que o sistema operacional é gratuíto logo se pensa que não deve ser bom. Frases do tipo “vem na caixa de ovo” não soam bem. Mas precisamos deixar as coisa bem claras: o foco o Linux não é a venda de licenças, mas a venda de serviços. E as empresas lutam para que o software seja tão bom que valha a pena contratar o suporte.

O Linux é livre e, geralmente, grátis. Mas isso não quer dizer que seja ruim. Muito pelo contrário. 95% dos 500 melhores supercomputadores do mundo rodam o Linux, os principais sites da internet e os sistemas críticos também rodam em cima do sistema operacional do pinguim. E a maioria dos dispositivos móveis rodam em cima de algumas versão do sistema Linux.

Linux é mais seguro

Há versões de Linux para os mais variados públicos, de usuários leigos até especialistas em segurança. Cada versão tem um foco. Mas de um modo geral, a instalação padrão do Linux é mais segura do que a do Windows. Mas a segurança depende muito de quem implantou o sistema e de quem está usando o computador. É possível deixar o Windows, e qualquer outro sistema operacional, tão seguro quanto necessário. Depende mais de quem vai usar o sistema, e para qual finalidade.

Se tenho acesso ao código fonte então é menos seguro

Parece até óbvio que se um hacker sabe como um programa funciona ele sabe quais as brechas de segurança que existem. Mas é justamente o contrário. Se há um código mal feito em um software livre vários desenvolvedores terão acesso a ele e poderão alertar a comunidade e corrigir a falha. O software proprietário, ao contrário, não terá tantas pessoas olhando o código e, achando-se uma falha, a correção ficará a cargo da empresa proprietária, e se ela tiver outras prioridades no momento a correção poderá levar meses. O código livre tende a ser mais seguro justamente por ter mais desenvolvedores olhando para ele e corrigindo suas falhas.

Milhares de pessoas desenvolvem o mesmo software livre

Na maioria das vezes essa informação é falsa. Apesar do código ser aberto somente os projetos grandes e famosos possuem um número alto de programadores e outros profissionais de TI envolvidos. Já vi muitos projetos livres morreram por falta de desenvolvedor. Mas é muito mais fácil que o teu projeto cresça se ele for livre. Mas não basta ser livre para ter sucesso; precisa ser bom.

Software livre não dá dinheiro

Como já mencionei, embora você possa vender o Linux (se conseguir quem compre!) o foco do software livre não é a venda de licenças, mas de serviços. Você, profissional de TI, ganha dando suporte, implementando, modificando, ajustando, corrigindo, etc.

Linuxers são xiitas

Há fanáticos em todas as áreas, inclusive no Linux. O que deixa um linuxer irritado é alguém fazer um comentário negativo do Linux sem ao menos conhecê-lo. É como alguém que não gosta de almôndegas sem nunca ter comido uma. Ou baseia a sua opinião em uma experiência negativa que teve há 15 anos atrás. É infantil. Para fazer um bom julgamento é necessário apontar parâmetros, fazer métricas, testar, comparar. Simplesmente dizer que o Windows é pior ou melhor não ajuda em nada. A pergunta que se deve fazer é: “melhor em quê?”, “melhor pra quem?”, “melhor em qual cenário?”.
Há bons profissionais que gostam da facilidade do Mac OSX. Então use-o. Já há outros bons profissionais que preferem a liberdade que o Linux dá. Outros preferem a comodidade de continuar usando o Windows. Cada um na sua. Mas para poder comparar os sistemas é necessário conhecê-los.

Há pessoas que dizem que o Linux não presta porque não tem jogos, como se o mundo de TI se resumisse aos games. Também há pessoas que dizem que o Windows é uma porcaria, mas continuam usando o notebook em dual boot. Todos precisam saber que há vantagens e desvantagens em cada sistema. Mas não julgue sem conhecer.

Linux não pega vírus

Como já mencionei, se levarmos em consideração o termo técnico, o Linux não pega vírus. Mas quando as pessoas falam de vírus na verdade estão querendo falar de malware, e isso existe no Linux, sim. Já vi pessoas que não tomam o menor cuidado só porque usam Linux. Isso é um erro! Os cuidados em segurança servem para qualquer ambiente. Portanto, os mesmos problemas envolvendo malwares no Windows também existem no Linux.

Linux roda em qualquer computador

É verdade. Porém não é qualquer distribuição que roda em qualquer computador. Não adianta querer colocar o Ubuntu em um 386. Ele não vai rodar. Se você precisar colocar um Linux em um computador muito antigo ou com poucos recursos você vai precisar de uma distribuição voltada para esse função. Por isso há tantas distrbuições Linux no mercado, pois cada uma é voltada para um objetivo bem específico, umas são para usuários domésticos, outras para segurança, outras para smartphone, outras para servidores, etc, e geralmente há mais de uma opção para cada tipo de tarefa. Cabe a você escolher qual a que melhor se adapta a tua necessidade.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Por que usar software livre?

Algumas perguntas que me fazem com frequência são:
  • Qual é melhor, Windows ou Linux?
  • Microsoft Office ou Libre Office?
  • Photoshop ou Gimp?

Todas estas perguntas estão relacionadas à seguinte questão principal: Qual tipo de software é melhor, proprietário ou livre?

Há argumentos favorecendo ambos os lados, e fanáticos defendem com unhas e dentes suas posições. Já vi analistas Linux rasgarem seus certificados Microsoft e profissionais Windows desprezarem o Linux sem nunca terem mexido em um. E o problema todo se resume a duas simples verdades: falta de conhecimento e preconceito.

Quando me perguntam qual sistema é melhor eu replico: Melhor pra quem? Melhor em qual situação? Dizer qual sistema é melhor depende mais do ambiente onde ele será operado do que do software em si. E esse artigo pretende mostrar as vantagens e desvantagens do uso de softwares livre, e do Linux, para as mais variadas situações, ambientes e pessoas, como por exemplo:
  • Governos
  • Empresas
  • Desenvolvedores
  • Gamers
  • Vendedores de softwares
  • Usuários comuns
Governos

O software livre abre as portas para que empreendedores nacionais cresçam dando suporte, treinamento, consultoria e personalização de sistemas abertos sem gastarem com licenças à empresas estrangeiras, gerando lucro e emprego. Temos vários exemplos no Brasil de empresas que foram criadas com base nesse modelo e hoje são referência na área tecnológica. Além disso, o investimento que o governo faz em software livre, quer seja com suporte a sistema, quer seja com desenvolvimento de funções, gera lucro para empresas nacionais, evitando a evasão de divisas. Além disso, o conhecimento tecnológico é disceminado na região. Ou seja, a população se beneficia pois aprende como os sistemas funcionam. O governo não fica à mercê de empresas estrangeiras que tem como objetivo o lucro e realmente não se importam com o país. O governo não fica dependente de uma empresa, como acontece com o software proprietário, pois se uma empresa não presta um bom serviço, outra poderá dar suporte ao sistema, se ele for livre.

Com software proprietário não é possível fazer auditoria de sistema. Como não temos acesso ao código fonte é necessário confiar na empresa fornecedora. Mas com o software livre você sabe o que extamente o programa faz, e como faz. Há algum tempo tivemos um escândalo envolvendo a NSA, a agência de segurança americana, onde ficou provado que ela espiona vários sistemas no mundo, e que várias empresas desenvolvem software já com brechas conhecidas pela agência. Com software livre você pode verificar todo o código do programa, e pode até modificá-lo para deixá-lo mais seguro ou para atender a um requisito. Com isso o governo pode ser mais transparente.

Com software livre o governo pode instalar os programas em qualquer situação, instituição e equipamento sem se preocupar com licitações e outras burocracias. Não é necessário autorização (do ponto de vista do licenciamento), nem contratos ou outras formalidades. O governo ganha em agilidade.

Empresas

A primeira e óbvia vantagem para empresas é a economia com licenças. São poucas empresas no Brasil que conseguem manter seus softwares todos legalizados. Atualizá-los a cada 1 ou 2 anos é muito caro, sem contar as dificuldades técnicas. As pessoas em geral não têm noção dos custos. Uma licença do Microsoft Office pode chegar a R$1.200,00 (preço de 2017). Uma empresa de porte médio com 100 desktops gastaria R$120.000,00, só com licenças do Office. Junte-se a isso o Antivírus, algumas licenças de CRM e ERP, Exchange, SQL, software de editoração, etc. Um micro usual tem cerca de R$5.000,00 só de licenças, e sem contar o contrato de suporte.

Com software livre isso não acontece. Você não precisa pagar por licenças de uso, nem dar safistação a ninguém sobre como o programa está sendo usado.

Usando software livre a empresa não fica presa a fornecedores. Um exemplo típico é o que acontece com softwares de ERP, como a SAP. Uma vêz implantado fica difícil trocar a empresa de suporte pois geralmente somente uma empresa presta suporte ao programa em uma região. Trocar o software acaba sendo extremamente complicado, custoso e demorado. Se o software for livre qualquer empresa pode prestar suporte ao programa. Se um fornecedor não presta em bom atendimento podemos trocar por outro, mantendo ou não o software.

Outra grande vantagem para empresas é a liberdade para testar o programa exaustivamente antes de colocá-lo em produção. Não é necessário licenças trial, nem prazos para testes. Tudo pode ser testado e, se a empresa tiver pessoal capacitado, pode fazer os ajustes que forem necessários.

Sempre vejo a correria do pessoal da área de TI quando uma auditoria questiona sobre uma licença para um programa em especial. Levantamentos sobre quantidades de licenças e total de instalações feitas quase sempre geram informações inconsistentes. Esse problema não ocorre com o programa livre.

Mas nem tudo são flores. A mudança pode gerar desconforto para teus usuários. Por exemplo, a migração de Windows para Linux vai sofrer grande resistência por parte dos funcionários. O usuário está acostumado com aquele sistema e isso gera problemas. Embora o usuário também vai precisar de treinamento para aquela nova versão do Windows (algo que aconteceu quando viemos do Windows 3.11 para o 95, do 98 para o XP e do Windows 7 para o 10) o usuário sente que está aprendendo “uma nova versão melhorada” do sistema. Aprender um novo sistema soa como “esse sistema sempre funcionou, porque mudar?”. Não só os usuários são preguiçosos para aprender, mas nós também somos. Não gostamos da idéia de mudar para aquela outra linguagem de programação. Dominamos a antiga, por que mudar para outra?

E não é por ser geralmente grátis que não há custos. Há sim um gasto com treinamento. Treinamento das equipes de TI, de suporte e de desenvolvimento, além dos próprios usuários. Esses treinamentos podem ser feitos por empresas especializadas ou pelos próprios funcionários da área de informática. Mas sempre vai haver um custo, quer seja financeito, quer seja de tempo, preparação de sala, separação de equipamentos, confecção de apostilas, etc.

Essas são questões importantes a serem levadas em conta quando o assunto é software livre. Podemos usar a questão financeira (cada centro de custo deve arcar com o custo do software) e a questão da ideologia, mas cada empresa deverá avaliar onde e como o software livre deverá ser implantado.

Desenvolvedores

Embora eu não seja a melhor pessoa para falar sobre desenvolvimento de software, durante uma época da minha carreira eu fui programador e sempre me via às voltas com programas fabulosos e eu pensava: “como o cara conseguiu desenvolver isso?”. Às vezes passava dias, semanas desenvolvendo uma rotina que fizesse algo parecido com o que eu tinha visto, e geralmente o resultado não era tão bom. Se o software fosse livre, ou pelo menos de código aberto, eu poderia olhar o código e saber como o programador desenvolvera aquela função. Semanas de trabalho poderiam ser poupadas em poucas horas. Essa é a grande vantagem para o desenvolvedor. Ao invés de reinventar a roda pode-se investir o tempo melhorando-a.

Se existe um programa ou função que só funciona em um sistema operacional, se o programa for fechado você vai depender que desenvolvedor (diga-se dono) para lançar uma versão compatível com outro sistema. Caso o programa seja livre, você mesmo poderá adaptá-lo ao sistema operacional que você usa. Com código proprietário isso não é possível.

Gamers

É uma verdade que jogos são lançados primeiro em Windows. A base instalada é maior. Portanto, se você é um jogador que sempre quer a última versão dos jogos, o Linux pode não ser para você. Geralmente as versões para Linux demoram mais para serem lançadas, ou às vezes nem saem, caso do GTA.

Outro problema é que a Nvidia não possui módulos para Linux. Isso dificulta, e até impede que jogos mais pesados funcinem no Linux.

Embora a Valve, através da Steam, tenha diminuído esse problema, o fato é que muitos jogos simplesmente não vão rodar no Linux, alguns vão rodar com desempenho inferior. Portanto, se você é um gamer, o Linux pode não ser pra você. Pelo menos por enquanto.

Vendedores de softwares

Se você tem uma empresa que revende software, então o Linux pode não ser para você. Embora o Linux possa ser vendido, o forte dele é a consultoria e suporte. Se você quer trabalhar com Linux então o foco precisa ser mudado. Consultoria, suporte, migração de ambientes e implantações são apenas alguns pontos que podem ser levados em conta. Simplesmente vender Linux não vai te dar o retorno esperado.

Demais usuários

Se você é um usuários digamos “normal”, que faz pesquisas no Google, acessa redes sociais, faz documentos, apresentações e planilhas e usa uns joguinhos de vêz em quando, então o Linux pode te atender plenamente. É verdade que os programas são diferentes. Afinal, se você quer um programa que seja idêntico ao Microsoft Office use o Microsoft Office! O preconceito, o medo de tentar e a preguiça em aprender o novo são os maiores inimigos do software livre.

No caso de ferramentas do tipo “Office”, o Libre Office é a melhor opção para o mercado brasileiro. As telas são muito parecidas com o Office da Microsoft, mas algumas opções não estarão nos mesmos lugares, embora com um pouquinho de pesquisa você encontrará o que precisa.

Uma das maiores alegações dos defensores do Microsoft Office é que o formato DOC não é totalmente compatível com o Libre Office. Isso em partes é verdade; alguns documentos podem não abrir exatamente como deveria. Mas isso também ocorre com as inúmeras versões do Microsoft Office. Um documento, apresentação ou planilha feito numa versão do Microsoft Office não vai abrir exatamente como deveria em outra versão. Se nem a Microsoft mantém a compatibilidade porque esperar que o Libre Office ou qualquer outra solução seja compatível?

Outra ferramenta que sofre com o preconceito é o Gimp. Não sou especialista em software de editoração, mas as poucas pessoas que conhecem bem Photoshop e buscaram aprender o Gimp dizem que o programa é tão bom quanto o Photoshop, mas que é preciso gastar um tempo aprendendo a mexer na ferramenta. E é essa “perda” de tempo que impede que o Gimp seja usado no lugar do Photoshop. Já vi gente exigindo o Photoshop para apenas criar um Wordart no Microsoft Office, copiar para o Photoshop, mudar alguns tons de cor e salvar no padrão “Photoshop” só para dizer que foi feito numa plataforma de editoração especializada. O Gimp poderia muito bem ter sido usado.

Uma das vantagens do Linux em relação ao Windows é que ele não contém vírus. Alguns críticos dirão que todo sistema operacional contém vírus, mas se formos buscar o termo técnico que define vírus você verá que ele não existe no Linux. O que existe são malware. Vírus é um tipo de malware. Para um sistema ser classificado como vírus ele precisa se replicar sem qualquer interação com o usuário. Se o usuário precisa clicar em algo, abrir um documento ou fazer qualquer outra ação, então isso não é virus. Pode ser worm, backdoor, etc. Mas isso é outra questão. O que acontece na prática é que o número de malware para Linux ainda é muito pequeno, e seu alcance é limitado. Geralmente a instalação padrão do Linux é mais segura do que a instalação padrão do Windows. Não quero dizer com isso que o Linux é mais seguro do que o Windows. A segurança depende de quem configura e/ou usa o sistema.

Agora que você viu as vantagens e desvantagens do Linux, vamos falar um pouco sobre os mitos e verdades do sistema nos próximos artigos.



quarta-feira, 3 de maio de 2017

O que é Linux?

O primeiro programa a ser instalado em um computador é o sistema operacional. Há vários sistemas operacionais, como o Windows, o Mac OSX e o Android. Esse sistema é o responsável por todos os processos de entrada e saída do computador. Ele é o gerente do sistema. Quando você manda algum documento para a impressora, quem na verdade controla esse processo é o sistema operacional. É esse sistema que faz a comunicação entre as aplicações (editores de texto, planilhas, navegadores, players de música e vídeo, etc) e o hardware (impressora, teclado, drive de dvd, placa de som, rede,etc). Portanto, as aplicações precisam ser escritas para o sistema operacional, e o hardware tem que ser compatível com ele.

Linux é um sistema operacional compatível com o Unix, amigável e completo. Ele é multiplataforma, ou seja, roda em muitos tipos de hardware, como Intel, Risc, Spark, Arm e até em relógios de pulso. Ele está presente tanto nos computadores mais rápidos do mundo como em pequenos smartphones. Você o encontra tanto em grandes servidores de internet quanto em desktops domésticos. Ele é encontrando tanto na estação espacial quanto em submarinos nucleares, usinas atômicas e hidroelétricas. Ele está por trás de grandes sites como o Google e a Amazon, bem como em sistemas internos de pequenas empresas.

O Linux, assim como outros sistemas operacionais modernos, é multitarefa, ou seja, consegue administrar vários programas ao mesmo tempo. Também é multiusuário, conseguindo manter várias pessoas conectadas ao sistema sem que seus processos e arquivos entrem em conflito. 

Mas o grande diferencial do Linux é que ele é um software livre.


Sofware livre

O grande diferencial do Linux é que ele não é proprietário. Ele é um software livre. O conceito por trás do software livre está baseado em 4 liberdades que o software proprietário não tem.
  1. Pode ser instalado em qualquer equipamento, para qualquer finalidade. Você não precisa pedir permissão para instalar o programa, nem dizer em quantos equipamentos ele será instalado. Não importa para que ele será usado. Um software livre não pode ter nenhum tipo de restrição ou limitação baseada no tipo de hardware, local ou propósito de sua utilização. O mesmo programa pode ser instalado tanto em um super servidor de uma multinacional como em um smartphone de um estudante.
  2. Pode ser estudado por qualquer pessoa. Para ser livre o programa precisa ser fornecido junto com o seu código fonte para que seja possível saber como ele é feito.
  3. Pode ser modificado por qualquer pessoa. Qualquer pessoa que entenda de programação tem autorização para modificar o programa a seu gosto, quer seja para adicionar uma nova funcionalidade, quer seja para alterar uma função existente. Todas as alterações também deverão ser livres.
  4. Pode ser copiado e distribuído livremente. Todo software livre pode ser copiado, transferido e distribuído livremente sem que isso seja considerado pirataria. 
As únicas restrições são que os créditos precisam ser mantidos, ou seja, o nome do autor original do programa não pode ser retirado do código fonte, bem como o tipo de licença que precisa ser mantido em todas as alterações feitas. Não é permitido pegar um programa livre, alterá-lo e disponibilizar a versão alterada como um software fechado. 


Mas o que é Código Fonte?

Talvêz você esteja se perguntando o que é Código Fonte. Para exemplificar isso vamos imaginar um bolo. Aquele bolo que só a sua avó faz e que ninguém consegue fazer igual. Só ela tem a receita de quanto vai de farinha, quanto de açúcar, quanto leite, e qual o igrediente secreto que ninguém sabe. Se esse bolo for um “Bolo Livre”, então a sua avó disponibiliza a receita do bolo. Essa receita contém todos os igredientes e suas respectivas quantidades, quais procedimentoe deverão ser feitos e qual a sequência correta, por quanto tempo o bolo deverá ficar no forno, etc. Assim qualquer pessoa poderá não só fazer o bolo como alterá-lo para deixá-lo mais doce se assim desejar. Mas se o bolo for “Proprietário” então a receita vai morrer junto com sua avó. 

Todo software é escrito em linguagem humana inteligível (pelo menos para os programadores!). Mas o computador não entende essa linguagem. Por isso, todo programa precisa ser traduzido para uma linguagem que o equipamento entenda. A esse processo chamamos de “Compilação”. Abaixo um trecho de um programa escrito em linguagem C.

void desenha_campo() //desenha as paredes
{
int z; // variavel auxiliar para desenhar
for(z=0;z<j;z++) // desenha parede de cima horizontal
{
irparaxy(z,0);
printf("%c",16);
Sleep(10);
}
for(z=0;z<i;z++) // desenha parede da direita vertical
{
irparaxy(j,z);
printf("%c",31);
Sleep(10);
}

Agora um trecho do programa já compilado.

uޅ��#\�B#n�B#"�B#
�J�B#"tD��#�##��uˍ�&�#"�B#��[^_Ív��#�O������&�#\��#뒐��&��닃�#h�#h'#j#��\��#�ǍP#�"뫹#�#����UWVS��0�l$L�\$He�#�D$ 1��L$D�|$T��)؃�#�L$#h�#h'#P��\�\$$��#9݉#�L$
��1ۉ���'�B#��#�D$#�##�D#��T$#9�����##p���t.�#h���u\��#Vh�Sj#�������#���##�#���#�v�>����������|$#e3=#����,[^_]Í��D$#��D$ PV�������#�źM#�D$#����T$
��6���U�T$#R�t$\Ph#j#�A�����#h�#h'#U��\��#�M�������#�D$#PSV�#�����
��h##h'#V�l\��#��t5�D$#����9������&�O]�r��������#���1�1��������
��������f�f���#RP�������#��t�8t
��
���#h##h3P��[��
h$#h3j#��Z�.��#f�#��

É por isso que um programa precisa ser livre, para poder ser alterado por qualquer pessoa. Somente quem tem o código fonte original poderá alterar o programa. O Windows, o Microsoft Office, o teu antivírus e a maioria dos programas que você usa no Windows são softwares proprietários. 

Mas qual é melhor, Linux ou Windows? Essa e outras perguntas eu vou responder nas próximas postagens. 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Dansguardian: Filtro de conteúdo web dinâmico

Quem administra um filtro de conteúdo, como o Squid ou  Isa Server, sabe como é chato ficar bloqueando e liberado sites. Basicamente, existem 4 formas de administração de filtro de conteúdo:
  • Tudo bloqueado: todos os sites são bloqueados por padrão, sendo liberados apenas os necessários;
  • Tudo liberado: todos os sites são liberados por padrão, sendo necessário bloquear site a site;
  • Por categoria: os sites são liberados por categoria, sendo que, geralmente, um parceiro cuida do cadastramento e categorização dos sites;
  • Dinâmico: é aqui que entra o Dansguardiam
Apesar do Dansguardian poder trabalhar com as 4 formas, o seu filtro dinâmico é o grande diferencial. Todo o site é analisado e para cada tipo de palavra ou característica encontrada uma apontuação é acrescentada. Por exemplo, se achar uma palavra "sexo" ele soma 30. Se achar "anal" soma mais 40. Ao final, se a página atingiu um valor pré-definido o site é bloqueado. Inteligente, não?

Você pode criar grupos de usuários com limites diferentes. Quanto maior o limite, mais liberal é o acesso. Você também pode criar listas brancas e negras para sites, URL, domínios, IP, usuários, expressões regulares, mimetypes, extensões de arquivos e muitos outros. E também pode fazer com que todo o tráfego seja verificado por um antivírus.

Se você usa o Squid, pode instalar o Danguardiam na mesma máquina e direcionar os seus usuários para utilizarem a porta 8080, ao invés da 3128. O Dansguardiam envia as solicitações para o Squid, e após o site passar pelas regras do teu Squid, Dansguardian entra em ação. No print abaixo, o site não está explicitamente bloqueado, mas ele foi bloqueado dinamicamente pelo Dansguardian.